quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

VÍDEO 13 - análise e esclarecimento

Aqui toda a gente viu bem a situação, mas nem sempre é assim...
Analisando:

PASSOS?De forma alguma. O jogador dá, no máximo, 2 passos. Parece-me até que só dá um (com o pé esquerdo), uma vez que o primeiro apoio me parece o momento zero.
DRIBLES?
Credo, não! Em nenhum momento ele agarra a bola e a volta a bater...
VIOLAÇÃO?
Nem antes, nem depois de saltar!
ANTES:

APÓS LARGAR A BOLA AINDA ESTÁ NO AR:


CONCLUSÃO: Apesar de ser um lance difícil, os árbitros estiveram muito bem ao validar o golo.

Contudo, o que eu queria mostrar com este vídeo, é que a nossa tarefa é muitas vezes acrescida em dificuldade pela rapidez dos lances, e só com repetições se podem descortinar certas infracções.



sexta-feira, 1 de outubro de 2010

VÍDEO - Esclarecimento Arbitragem

Acho que é um belo exemplar de como as decisões dos árbitros são complicadas.
Passei este vídeo numa ação que dei recentemente e fiz as seguintes perguntas:
·         Quem acha que há passos?
·         Quem acha que há dribles?
·         Quem acha que há violação da área?
Estas são as perguntas que vos faço agora...
Veja o vídeo:

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Dicas Técnicas para Treinadores

Sistema defensivo 6:0
Estrutura e funcionamento
O exemplo que a seguir é apresentado é um conceito de um sistema defensivo 6:0, que e conhecido por todos, possuindo pontos fortes e debilidades como todos os sistemas. Existem diferentes formas de entender a relação entre os defensores que compõem um determinado dispositivo defensivo, pelo que, não devemos ignorar nunca que a eficácia de um determinado sistema defensivo deve considerar as capacidades individuais dos seus constituintes, no sentido de se encontrarem soluções ajustadas.
A definição de regras de funcionamento entre os defensores de um determinado sistema, deve atender a variáveis determinantes que condicionam a atribuição de competências dentro do dispositivo, tais como: o espaço, o tempo, a relação com os companheiros e oponentes e a posição da bola.
Extremo com posse de bola:
Competências do defensor exterior (par):

·         Permanecer próximo da linha de 6 metros, dado o espaço a defender
·         Marcar o extremo
·         Não ser superado para o interior
·         Condicionar o remate diminuindo o ângulo de finalização
·         Não provocar livre de sete metros, quando o remate ocorre no exterior
·         Impedir passes retilíneos para dentro da área, especialmente ao pivot se está próximo

terça-feira, 28 de setembro de 2010

NOVAS REGRAS 2010 - Outros Casos

Penso que estará quase tudo dito acerca das novas instruções, pelo menos no seu essencial.
Há sempre muitas outras subtilezas nas regras que nos levariam a muitos outros posts, mas talvez o melhor seja ir falando dessas coisas à medida que elas surgirem, seja nos meus ou nos vossos jogos. Ficarei satisfeito se me forem colocando essas questões.
Como "post final" acerca das novas regras (que na verdade não são), relembro só alguns outros aspectos que foram falados nas reciclagens, a que nós, árbitros, deveremos prestar muita atenção.

Já antes disse que nem só os contactos que efetivamente ocorrem são puníveis com sanções disciplinares. Há outras situações que o podem ser. Dou um exemplo que  aconteceu em um destes dias, no meu jogo.
Num contra-ataque, um miúdo da equipa que estava a sofrer esse contra-ataque foi por trás do atacante e, no momento do remate, tentou assustá-lo com um "BU!", junto aos ouvidos, para o desconcentrar. Excluí-o, e ele ficou muito admirado, pois não tinha tocado em ninguém... Estiveram excelentes os oficiais da equipa, que o repreenderam imediatamente após a minha sanção e o fizeram vir falar comigo no fim do jogo, para que eu pudesse explicar que aquela atitude anti-desportiva era sancionável. A título de curiosidade, confesso que disse ao miúdo que "perdôo" mais depressa um jogador que faz um tipo de defesa mais dura, desde que esteja pura e simplesmente à procura da bola, do que alguém que tem este tipo de atitudes. Nestes casos, não há compreensão nem perdão. É anti-desportivismo.

Outra coisa que me incomoda particularmente são as simulações. Uma coisa é tentar sacar uma atacante ou uma sanção, quando se calhar até há um mínimo de motivos para tal. Entendo isso como normal, porque eu próprio o fazia quando jogava.
Outra coisa completamente diferente é tentar enganar os árbitros, atirando-lhes areia para os olhos. Deixo aqui um exemplo de um vídeo de um jogador que, na minha opinião, teria de ser sancionado com sanção progressiva. Por "sanção progressiva", entendo que o jogador deve ser excluído, mas um cartão amarelo pode ser bem aplicado, se for numa fase muito precoce do jogo.

(não consegui fazer o upload do vídeo)

Há, ainda
, outras situações, como as faltas atacantes sem bola, ou as violações de área por parte dos jogadores que não têm posse de bola, que estavam já regulamentadas, e que deverão continuar a ser alvo de particular cuidado.

Agradeço que não tenham problemas em colocar aqui as vossas questões, seja sobre as novas regras ou sobre as mais velhas... :)

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

NOVAS REGRAS 2010 - zona da mesa

Hoje falo um pouco da recém-criada zona exclusiva para os elementos da mesa.
Nela, não é permitida a permanência de qualquer elemento ligado às equipas, excepto os casos em que existe a necessidade de um contacto com a mesa para qualquer esclarecimento, ou para a solicitação de um time-out.
Na imagem a seguir, fica um esquema desta zona, que deverá ter as dimensões de 3,5m para cada lado, a partir da linha de meio campo.

Sempre que um treinador entrar nesta zona com o cartão verde na mão, deverá ser concedido um time-out a essa equipa, ainda que não seja essa a sua intenção inicial. Caso o treinador insista que não quer o time-out, então haverá lugar a sanção disciplinar, porque se considera que o treinador está numa zona que lhe é interdita.
Aqui surge a necessidade de haver um pouco de bom senso e compreensão da parte de quem dirige o jogo e de quem está na mesa. Não é por um treinador estar com um pé do outro lado da linha que se vai interromper o jogo, nem tão pouco se vai punir alguém que esporadicamente por lá passar de forma justificada.
Além disso, se nós pedimos compreensão para os erros de adaptação decorrentes destas alterações, também temos de ser compreensivos com a outra parte.
Fica a necessidade de fazer aqui uma distinção...
Já me foi dito por algumas pessoas (de clubes, entenda-se) que esta zona corresponde à zona de substituições. Erro! A zona de substituições tem 4,5m para cada lado, e não 3,5m. A marcação a introduzir não deverá coincidir com o prolongamento da linha de substituições!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

NOVAS REGRAS 2010 - situação do Goleiro

A situação da saída dos Goleiros nos contra-ataques é a "nova" situação que origina mais comentários acerca da justiça ou falta dela.
Antes de ir por aí, tenho de explicar o motivo das áspas na palavra "nova". É que esta situação já tinha sido alvo de instruções específicas no ano passado. Este ano é que se tem falado mais, mas eu próprio já exibi alguns cartões vermelhos nestes casos.
Explicando a situação, cá vai um exemplo típico, com a seguinte sequência de acções:
O Gl (Goleiro) da equipa A defende um remate;
O ponta esquerda (PE) da equipa A sai em contra-ataque, virado para o seu próprio meio campo, com o intuito de perceber o desenrolar dos acontecimentos;
O Gl de A tenta colocar a bola no seu PE, através de contra-ataque direto;
O Gl de B sai ao lance;
O PE de A e o Gl de B colidem no seu movimento.
Decisão disciplinar:
Desqualificação para o Gl de B.
Decisão técnica:
Livre de 7m, considerando que se geraria uma clara oportunidade de Gol.
E na hora de discutir as variantes, podemos pensar no tal conceito de justiça... Mas a questão que se coloca é a de outro conceito, o de RESPONSABILIDADE.Quem tem a responsabilidade do contacto? O Gl.
Quem poderia ter evitado o contacto? O Gl.
Quem corre o maior risco de lesão? O ponta.
Quem se deve punir? O Gl...
Pessoalmente, acho que esta lei é demasiado restritiva e castradora dos movimentos dos Gl, mas tornou-se imperioso criar um critério, e este foi o escolhido. Resta aos Gl serem perspicazes na hora de optarem pela tentativa de interceptar um contra-ataque. Mas vamos às variantes.
1 - E se o Gl agarra a bola primeiro e só depois se dá o contacto com o ponta em corrida?
Cartão vermelho ao Gl e livre de 7m.
2 - E se o Gl se arrepende e tenta recuar, não conseguindo evitar o contacto com o ponta em corrida?
Cartão vermelho ao Gl e livre de 7m.
3 - E se nenhum dos 2 agarra a bola e só ocorre o contacto?
Cartão vermelho ao Gl. Livre de 7m se entender que o jogador em contra-ataque poderia criar uma oportunidade de gol se controlasse a bola.
4 - E se o ponta agarra a bola, passa pelo Gl, e é agarrado por este LATERALMENTE?
Livre de 7m e exclusão de 2 minutos ao Gl.
5 - E se o jogador em contra-ataque se apercebe da presença do Gl, se vira e vai contra o Gl TENTANDO SACAR A DESQUALIFICAÇÃO AO SEU ADVERSÁRIO?
Falta atacante e exclusão ao jogador que fazia o contra-ataque.
A variante 5 deixa claro que não se deve marcar SÓ falta atacante. Nos casos destes contactos mais duros, haverá sempre quem tem a responsabilidade de evitar o contacto, podendo, no caso do atacante, considerar-se que houve tentativa de ludibriar o árbitro através de simulação.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

NOVAS REGRAS 2010 - sanções (exemplos)

Acima de tudo, penso que as indicações ao nível da disciplina de 2010 servem para tentar proteger os jogadores dos contactos violentos dos seus adversários. Repare-se que digo violentos e não agressivos. Gosto de um jogo agressivo, viril. Não gosto de um jogo violento.
As situações que justificavam cartão amarelo continuam a justificar, as que justificavam exclusão também, idem áspas para o vermelho. Pede-se é mais rigor na sua aplicação. Não vou falar de situações para advertência, mas dou exemplos dos outros dois tipos de sanção.
Tento discernir 2 tipos de contacto, daqueles que estão acima do contacto que origina um cartão amarelo:
Contactos fortes, sem intenção de só controlar (EXCLUSÃO);
Impactos que não permitem qualquer defesa ou protecção por parte de quem os sofre (DESQUALIFICAÇÃO).

EXCLUSÃO
No ponto 1, estão aquelas situações que poderão ser punidas com sanção progressiva, mas também há outras situações que justificam uma exclusão directamente, sem passar pelo amarelo. Posso dar alguns exemplos:
- Jogador em velocidade sofre um contacto lateral que o desequilibra;
- Jogador COM OU SEM BOLA é agarrado de tal forma que não se consegue mexer;
- Jogador viola a sua área de baliza propositadamente para fazer falta a um jogador que está em remate.
Outros exemplos que não envolvem contacto físico:
- Protestos exagerados;
- Simulações;
- Cortes com o pé, quando a bola se dirige para um jogador isolado (ou que pode criar uma clara oportunidade de golo).

DESQUALIFICAÇÃO
Aqui estão aqueles casos sérios, de conduta anti-desportiva grave, sob qualquer forma. Com exemplos:
- Toque no pé do ponta, com este em salto;
- Empurrar jogadores em suspensão;
- Contactos violentos na cara;
- Empurrar com força pelas costas;
- Bola na cara do Goleiro, num livre de 7m, se este se mantém imóvel;
 - Situação de último minuto.
Claro que outras situações como insultos, protestos fora de todos os limites, ou várias outras formas de desrespeito poderão ser, como sempre, alvo de cartão vermelho.
Convém recordar que a expulsão, através da mal amada cruzeta, foi extinta. Por um lado compreendo, uma vez que muitas vezes nem o público sabia o que isso era. E quando era aplicada...
Passou a haver agora situações de desqualificação COM e SEM relatório escrito. Penso que dá para perceber, através de dois exemplos simples. Se um jogador é desqualificado por uma situação de jogo como uma rasteira, não é alvo de relatório. Se, por outro lado, o cartão vermelho surge por um insulto ou uma agressão, então haverá relatório.
Recordo, também, que o último minuto continua a ser alvo de vigilância mais atenta, e que as condutas anti-desportivas deverão continuar a ser sancionadas com dureza. A diferença é que o resultado deixa de ser um factor decisivo na atribuição das sanções por parte dos árbitros. Toma-se atenção à ATITUDE dos intervenientes. Quantas vezes não vemos ajustes de contas nesta fase dos jogos?
Opinião pessoal... Muito se tem dito que "agora é que vai ser só exclusões", ou como já ouvi "os árbitros é que se vão consolar". Não se deve pensar assim, quanto mais não seja porque não faz sentido. Não me dá prazer nenhum acabar um jogo e olhar para o boletim de jogo e ver um totobola só com triplas, ou ver uma folha de rascunho toda escrita. Sinceramente, detesto jogos com exagero de disciplina, embora saiba perfeitamente que às vezes tem de ser assim. Mas claro, se num jogo vejo um puxão de braço grave, uma rasteira ou um empurrão pelas costas a um jogador isolado em contra-ataque, sabe-me bem mandar o infractor embora do campo, porque quem faz isto NÃO TEM LUGAR DENTRO DE UM CAMPO DE HANDEBOL!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Novas Regras - Esclarecimentos - Sanções

Hoje o assunto é a definição dos critérios para atribuição de sanções, nomeadamente das exclusões e das desqualificações. De notar que são permitidos pequenos toques no tronco de braços flectidos, entendidos como controlo do adversário, e que a lei da vantagem deverá ser aplicada ao máximo, sempre que possível.
Mas o que importa para hoje são as situações em que os contactos forem classificados de infracção passível de sanção disciplinar. Neste caso, há 4 critérios principais a ter:
Posição do corpo
Parte do corpo
Dinâmica de jogo
Efeito do contacto
Dou 2 exemplos específicos para cada situação, tentando explicar o que quero dizer com cada uma delas.

POSIÇÃO DO CORPO
Este critério é relativamente simples de entender. Se o contacto é frontal, será uma situação menos grave, mas se for lateral ou pelas costas, após a passagem do atacante, então poderá ser algo mais complicado.
Ex.1: Controlo frontal. Claro que a imagem não permite perceber a totalidade do contexto do jogo, mas à partida será uma situação normal. Decisão: Não sancionar disciplinarmente.

Ex.2: Contacto nas costas. Decisão: Sancionar disciplinarmente.

PARTE DO CORPO
Também aqui se percebe facilmente o que se quer dizer. Um toque dado no tronco é bem menos perigoso que um dado na cara ou cabeça.
Ex.1: Contacto efectuado no peito, sem qualquer intenção de magoar. Decisão: Não sancionar disciplinarmente.

Ex.2: Agarrar lateral ao nível do pescoço. Decisão: Sancionar disciplinarmente.

DINÂMICA DE JOGO
Por dinâmica, poderá entender-se a situação em que o jogo se encontra. Jogador equilibrado ou em velocidade ou desequilíbrio, por exemplo?
Ex.1: Jogador aos 9m, se não sofrer um empurrão forte, à partida manterá o equilíbrio, pelo menos não de forma potencialmente perigosa. Decisão: Não sancionar disciplinarmente.


Ex.2: Jogadora desequilibrada, em remate aos 6m. A maioria das faltas poderá ser perigosa. Decisão: Sancionar disciplinarmente.

EFEITO DO CONTACTO
A falta provoca lesões? Desequilibra seriamente? É um empurrão contra uma parede?
Ex.1: O defesa até procura a bola! O contacto provocado aqui não coloca em risco a integridade física do adversário. Decisão: Não sancionar disciplinarmente.

Ex.2: SEM COMENTÁRIOS, CERTO? Decisão: Sancionar disciplinarmente, CLARO!

Relembro que, com esta noticia, quis apenas falar um pouco dos critérios a usar, e não necessariamente da sanção em si. No próximo post darei mais exemplos, especificamente, de sanções passíveis de exclusão e desqualificação.


sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Novas regras 2010 - Pivot

Começo por este tema, porque me parece ser aquele que vai ser mais crítico. Talvez o rigor nas sanções disciplinares possa ombrear com este tópico, mas só porque vai ser mais visível e, por isso, mais passível de gerar controvérsia nas equipas e na assistência.

Contudo, para nós árbitros, vai ser muito difícil (até porque já era!) manter um critério coerente nas situações aos 6m, porque as exigências são agora maiores.
A zona dos 6m é muito crítica no que toca ao espaço a conquistar, que pode ser decisivo. Se um jogador de 1ª linha passa pelo seu defensor, pode sempre encontrar outro defensor que compense. Se um pivot ofensivo conquista espaço aos 6m, não há compensação possível. Isso origina uma luta muito intensa, o que provoca dificuldades acrescidas para as equipas de arbitragem.
Vou tentar explicar ataves de imagens o que se pode e o que não se pode.  

Dividamos as acções na zona do pivot em acções de:
Defesas
Pivot ofensivo

DEFESAS
Aos defesas é exigido que se limitem a defender CONTROLANDO, tal como antes. O que agora existe é mais rigor!
Deverão ser punidas com mais severidade as situações em que os defesas agarram os atacantes, inclusive quando a bola está LONGE do pivot.
Estará também sob a atenção dos árbitros a forma de efectuar o controle defensivo, que deverá ser feito com braços flectidos, SEM EMPURRAR.
Não vamos ser utópicos e pensar que os defesas vão deixar de empurrar ou agarrar. Mas para tudo há um limite, e acima desse limite existirão punições. A questão é que esta época o limite baixou.

PIVOT OFENSIVO
Aqui podemos tentar separar duas situações, mas que se misturam um pouco, que são:
Conquista da posição aos 6m
Bloqueios
No que toca à conquista da posição aos 6m, é entendido que deve ser feita com a zona do tronco, não com os braços completamente abertos, por exemplo, o que provocará falta atacante, como mostra a imagem seguinte.

O espaço aos 6m no andebol é de todos, não é só dos jogadores de maior porte.
Os bloqueios serão um alvo de especial atenção, porque são muitas vezes feitos de forma incorrecta. Muitas vezes, um timing errado no início do movimento provocará um bloqueio errado, e a indicação e que fiquemos atentos a isso.
Reparem na foto que se segue. O pivot faz o bloqueio usando não só o corpo, como também braço e perna, o que obriga o defesa a tentar contorná-lo. Este movimento ofensivo é considerado ILEGAL, e será motivo para marcação de falta de atacante.
Mais uma vez refiro que isto já era falta atacante, mas uma revisão às leis de jogo ditou que este era um fator relevante.

Não e todos que abrir um braço para agarrar a bola seja considerado falta atacante. A luta pela posse de bola faz parte do andebol, e se impedirmos um atleta de mexer os braços estamos a matar o jogo.
Agora, o que temos de analisar é se esse movimento do braço é mesmo para recolher a bola ou para impedir o adversário de defender correctamente.
Permito-me um comentário.
Dirigi hoje o meu primeiro jogo de pré-época. É certo que os primeiros minutos serviram para desenferrujar, mas senti algumas dificuldades ao início porque estava especialmente preocupado com as indicações para esta época. Com o decorrer do jogo, as coisas tornaram-se naturais, ainda que haja mais trabalho pela frente.
Agora a parte que mais interessa para este tópico... a maioria das sanções disciplinares do jogo teve origem em contactos nas zonas dos pivots. Receio que esse seja o facto mais saliente deste início de época, porque nenhum dos agentes do jogo (treinadores, jogadores e árbitros) está ainda devidamente adaptado a estas alterações. Nada que não se resolva com o tempo, mais rapidamente ainda se nos ensinarmos uns aos outros.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

As alterações nas Regras

Estás São as Alterações , Já Traduzidas Para o Português (Portugal).
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ALTERAÇÕES ÀS REGRAS DO JOGO (2010)

Em relação às alterações à “Regra do Jogo” que entram em vigor nesta próxima época e esclarecimen-tos, esta informação é meramente indicativa do que foi aprovado a nível internacional, sendo necessário

Objectivos: Simplificar, Ajustar as regras ao desenvolvimento do jogo e Regulamentar os critérios

Faltas e condutas anti desportivas; Sanções

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1. Bloqueios

São permitidos apenas com o tronco, numa explicitação ao anterior que se referia ao corpo generica-mente

A atitude do bloqueador deve, na sua generalidade, ser passiva (semelhanças com o que acontece no Bas-quetebol)

Não são permitidos bloqueios com braços ou pernas, especial referência para passadas anormalmente largas com intuito de bloquear

Não são permitidas acções como empurrar, afastar, agarrar ou correr contra

Não é permitido ao atacante utilizar as coxas e ancas para afastar o defensor – situação delicada em recepções do jogador pivot com bolas baixas. As “cruzadas” não são permitidas

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2. Critérios para sanções

Posição (de frente, de lado ou por trás)

Parte do corpo (Tronco, braço de remate, pernas, garganta/cabeça/pescoço)

Dinâmica (Intensidade do contacto faltoso e/ou velocidade e equilíbrio do adversário)

Efeito (impacto no corpo e no controlo da bola, efeito no movimento, efeito na continuidade do jogo)

Cartão amarelo

Quando a acção visa essencialmente o corpo do adversário

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2 Minutos

Faltas com grande intensidade ou contra um adversário em corrida rápida

Agarrar o adversário por tempo prolongado ou puxá-lo para o chão

Faltas contra garganta/cabeça/pescoço

Pancada forte no tronco ou braço de remate

Tentativa de fazer o adversário perder o equilíbrio (empurrões laterais comuns quando os laterais fazem passes em suspensão)

Correr ou saltar a grande velocidade contra um adversário

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Desqualificação

Quando coloca em quase a integridade física do adversário decorrente da intensidade exagerada da falta ou por o adversário não estar ciente e preparado para a mesma acção

Causa provoca o descontrolo do equilíbrio corporal durante a corrida, salto ou remate

Acções particularmente agressivas contra parte do corpo do adversário, particularmente garganta/cabeça/pescoço (intensidade do contacto)

Pequenos toques, com intensidade baixa mas em situações em que o jogador não de pode proteger (ex. os toques nos pés nas entradas de ponta)

Acções onde o guarda-redes intervém fora da sua área de baliza para interceptar a bola, ele ser desquali-ficado sempre que cause colisão com o adversário, quer ganhe ou não a posse de bola. Adicional-mente, se o árbitro entender que o jogador conseguiria apanhar a bola, então haverá lugar à marca-ção de livre de 7 metros

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Expulsão (Cruzeta)

Deixa de existir, passando nos casos em que se aplicava a acontecer uma desqualificação com relató-rio. Após a decisão o Oficial da equipa deve ser informado da mesma;

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3. Acções a sancionar progressivamente

Protestos verbais ou não verbais contra decisões de arbitragem

Molestar um adversário ou colega de equipa com gestos ou palavras ou através de grito com o objecti-vo de causar desconcentração

Retardar a execução de um lançamento

“Teatro” em situação atacante ou defensiva

Cortes ou passes com os pés (mantendo a excepção de acções reflexas como fechar as pernas)

Violação sistemática da área de baliza

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4. Acções a sancionar com 2 minutos

Protestos claramente audíveis, com gestos enérgicos ou comportamento provocante

A não disponibilização imediata da bola ao adversário em caso de falta a favor do mesmo, largando a bola ou colocando-a no chão

Impedir o acesso à bola quando esta vai para a área dos bancos

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5. Acções a sancionar com desqualificação

Atirar ou bater a bola para longe de forma explícita, após um decisão dos árbitros

Sempre que o Guarda-Redes se abstenha de defender um livre de 7 metros

A responsabilidade de não colocar em perigo defesas e guarda-redes é do atirador, assim…

Quando um livre de 7 metros atinge a cabeça do Guarda-redes, desde que este não mova a cabeça na direcção da bola (em nosso entender esta regra vem proteger ainda mais os guarda-redes e reduzir muito a subjectividade neste tipo de lances, agora o Guarda-redes não tem que estar completamente parado, basta que não se mova em direcção à bola)

A mesma situação para jogadores na barreira ou em situação defensiva.

Acções de vingança após falta sofrida

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6. Acções a sancionar com desqualificação e relatório

Comportamento insultuoso ou ameaçador para com qualquer agente do jogo (público incluído) de forma verbal ou não verbal

Interferência de oficiais no terreno de jogo ou na área de substituição

Interferência de jogadores através de substituições irregulares quando anulem uma clara situação de golo

A já conhecida situação do último minuto, independentemente do resultado e quer seja resultante de faltas ou comportamentos anti-desportivo

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7. Jogo Passivo

Novos critérios para marcação de jogo passivo após a sinalização do mesmo.

Após sinalização de jogo passivo deve permitir-se algum tempo para a equipa mudar a sua actuação. Este tempo deve ter em conta, a idade e o nível técnico dos jogadores.

Critério de marcação de jogo passivo após sinalização do mesmo:

Não existe uma clara aceleração do jogo

Não há acções objectivas tendo o golo como finalidade

Acções de 1x1 sem obtenção de vantagem espacial

Situações de óbvia ausência espacial – acções de 1 contra o mundo

Situações sem qualquer objectivo de romper para a baliza

Situações em que o único objectivo é procurar a falta – colocar-se a jeito para ser agarrado, parar uma acção quando havia possibilidade de romper

Demoras na circulação de bola (ex. por a linhas de passe estarem cortadas pelos defensores)

Jogo lateral em detrimento de em progressão para a baliza

Corridas diagonais em frente da defesa sem a pressionar efectivamente

Acções sem profundidade tal como confrontos 1x1 ou passes para jogadores dentro da linha de 9 metros

Passes repetidos entre 2 jogadores sem aumento de velocidade ou acções rumo ao golo (este ponto terá particular incidência nas substituições defesa ataque)

Girar a bola de “ponta-a-ponta” sem aumento de velocidade ou acções rumo ao golo

Os defensores conseguem impedir o aumento de velocidade de jogo através de acções que respeitam a lei do jogo

Obstruindo a linhas de penetração dos atacantes

Subindo a defesa para cortar linhas de passe

Subindo a defesa obrigando os atacantes a recuar

Levando os atacantes a fazer passes para zonas recuadas e inofensivas

O jogo passivo não deve ser sancionado se a velocidade do jogo é quebrada por sucessivas faltas defensivas

. Intervenção/Interrupção pelo cronometrista ou delegado

Substituição faltosa ou entrada ilegal por um jogador

Jogo já interrompido? 2 minutos e recomeço com o respectivo lançamento

Jogo não interrompido?

Sem clara situação de golo? 2 minutos e recomeço com lançamento respectivo

Com clara situação de golo? Desqualificação com relatório e recomeço com 7 metros

Interrupção por outras razões (ex. condutas antidesportivas)

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8. Cronometrista – Deve aguardar pela próxima interrupção de jogo e então informar os árbitros

Se a interrupção for, ainda assim, solicitada o recomeço do jogo faz-se como até aqui e seguindo as regras

Não há sanções pelos cronometristas/ não há sanções pelos árbitros desde que estes não tenham tido per-cepção directa da situação (esta situação poderá levar na prática a uma desautorização grande dos oficiais de mesa, pelo que a união da equipa de arbitragem é ainda mais necessária)

Delegado – Pode interromper o jogo imediatamente

Pode informar sobre violações às regras, condutas antidesportivas e infracção na zona de substituições

O recomeço do jogo far-se-á de acordo com a regra

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9. Equipa, substituições, equipamentos e lesões de jogadores

A figura do capitão continua a existir e continua a ser opcional

Os jogadores devem numeração visível e com um número entre 1 e 99

Passam a ser permitidos turbantes desde que feitos de material não perigoso (motivos religiosos)

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10. Goleiro

Passa o poder jogar a bola com o pé quando ela está parada na sua área de Gol

Continua a não poder fazê-lo quando a bola se move em direcção ao terreno de jogo

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11 - 7 metros por violação da área de Gol

Passa a entender-se por “violação da área” uma clara violação da mesma, ou seja ter o pé todo dentro da área

O objectivo é que existam menos 7 metros por defender dentro e eliminar esse álibi para os árbitros

A violação da área por parte do defensor não é suficiente para criar uma clara situação de golo (no caso de violação sistemática há lugar à sanção progressiva como já vimos)

Deve julgar-se a posição do defesa no início do 1x1 e não apenas a sua posição final

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12. Bola sobre a área de Gol

Deixa de ser totalmente permitido tocar a bola quando ela se encontra no ar, sobre a área de baliza, e passa a ser apenas permitido

Esta situação prende-se com as situações em que o atacante está em clara violação e que poderá assim impe-dida a reposição rápida da bola

Impedir que esta subjectividade linguística permita a criatividade na fuga ao espírito da lei

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13. Passos

Os jogadores em posse de bola podem levantar-se após a queda.

O mesmo sucede no caso de o jogador mergulhar para garantir a posse de bola, deve lhe ser permitido levantar-se e seguir o jogo

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14. Sistemas de comunicação

Estão permitidos pela IHF sendo o seu uso regulado pela federação de cada país

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15. Time-out de equipe

O tempo de time-out é considerado tempo de jogo. Como tal as infracções são punidas de forma normal. É irrelevante se o jogador/oficial está dentro ou fora do recinto de jogo.

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16. Ocasião clara de Gol

Recorda-se que não é necessário o jogador ter a posse de bola, basta que esteja pronto e em condições cer-tas para a receber

Colisão provocada pelo guarda-redes, sendo neste caso irrelevante o posicionamento dos defesas

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17. Área de substituições

A zona do treinador começa 3,5 metros da linha de meio campo (alertamos para as situações que poder surgir nos pavilhões onde a mesa não se encontra centrada com o campo)

O treinador pode exercer a sua actividade em frente ou atrás do banco, e não depois deste

O equipamento dos oficiais não pode ser confundível com o dos adversários

Os oficiais de equipa podem abandonar a zona dos bancos apenas para pedir o seu time-out

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Handebol Europeu esta de ferias.


Não tenho publicado mais noticias porque o Handebol Europeu esta de ferias e apenas algumas Seleções e que esta em atividade.

A nova época inicia no meio de Setembro.

Assim que tivermos mais noticias as publicamos aqui.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Sporting CP Vence a Taça da Europa e eu estava La.

O Sporting conquistou Sábado o Primeiro Troféu europeu de Clubes no Handebol portugueses , Uma Taça AO Vencer Desafio, com triunfo na segunda Hum Mão Sobre o final da MMTS Kwindzyn, POR 27-26 .

Derrotada da Primeira Mão Por 27-25 , Uma polaca Formação Entrou Mais concretizadora, NAS sem desequilibrar Contas, COMEU Que o Sporting, minutos AOS Oito , rédeas Como fazer Tomou encontro, com SO gols Magalhães de Fábio e Petric, Colocando o marcador em 5-3 Para o Sporting CP.

Cinco minutos DEPOIS , com o Ginásio " vestido "de verde e branco " , Pedro Solha , em Contra Ataque , Colocou Uma Vantagem em Quatro golos ( 9-5) , entusiasmando , mais ainda, OS Mais de 3,500 adeptos do Sporting Presentes .

O Capitão dos " Leões "( Sporting CP ), Bosko, Na Conversão de hum livre de sete metros EO inevitável Solha , número Novamente contra golpe , João Pinto , Na Ponta Direita , e Fábio Magalhães Como reforçaram ambições da Formação comandada Por Paulo Faria ( 13-06 ).


Apesar de susto hum, salvo Por Humberto Gomes Sobre a Linha de gol, E do poderio físico polaco , os " Leões " conseguiram Nunca se intimidaram e AO Chegar intervalo a vencer sete Por gols ( 16-09 ), nove finais NAS Contas.


Adamuszek e Peret, com Dois gols CADA , despertaram no segundo tempo o MMTS Kwindzyn, NUMA Sequência de sucessos Polacos , Quatro Para quê reduziu Uma Vantagem do Sporting quebrada , EAo 38 minutos, POR defesas de Humberto Gomes, Dois disparos de Peret.


Bruno Magalhães , Dois com gols seguidos , aos 40 , OS descansou " Leões momentos "Por , Apenas em 20 minutos PORQUE parte da Segunda , o MMTS Kwindzyn mostrou- se Mais Eficaz , com 11 gols, Que Fazer em todo o tempo nove Primeiro (), Muito à Custa de Mroczokowski da Eficácia e ncvs sete metros de Wasziewicz,


Apesar de Petric Uma ter reposto em Quatro Diferença gols minutos ( 25-21 ), UM FIM Oito fazer, o nervosismo Parecia Tomar Conta da Formação Leonina (Sporting CP ) e dos próprios adeptos , sobretudo Por Bosko ter desperdiçado Máximo castigo e hum Pelos poste e à trave Remates AO de Pedro Seabra e Petric.



Nesta altura crucial, o Goleiro dos " Leões "Humberto Gomes Destacou -se, com intervenções Três Grandes, Mas não evitou Que OS Polacos se colocassem UM tento Apenas UM ( 25-24 ), faltavam 2,40 minutos do final QUANDO UM COM , gol de Cieslak.


Dois Nos últimos minutos , Adamuszek e Petric " pegaram -se " Foram expulsos ainda, DEPOIS DE UM choque e de Uma reação Acesa Mais Num Ataque dos Polacos .


Já soluço OS Cânticos de " Campeões ale ", o suplente Bruno Moreira conversorhum eu metros livre de sete , garantindo o triunfo dos " Leões " no segundo Jogo da Vitória Primeira final da EA Européia Handebol do português.



Grande Jogo Que Nunca Mais Irei Esquecer . ISTO É Handebol !